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Pilates nas Lesões no Tênis

Pilates nas Lesões no Tênis

As lesões no tênis vem aumentando, principalmente porque o tênis é o mais popular de todos os esportes praticados com raquete, podendo ser desfrutado por atletas ou jogadores recreativos de todas as idades e habilidades e o Pilates vem ganhando campo na reabilitação e prevenção . Igualmente, a maioria dos esportes com raquete requer coordenação, agilidade, potência muscular e condicionamento físico e mais uma vez o pilates deve ser empregado tanto em lesões do tênis como prevenção (Linhares, 2007).

Gesto Esportivo

A repetição de determinados tipos de movimento com posições habituais, o período e a sobrecarga de treinamento provocam um processo de adaptação orgânica que resulta em efeitos deletérios para o corpo, com alto potencial de desequilíbrio muscular e de lesão (Júnior Neto et al., 2004).

As lesões no tênis ocorre como resultado de uma soma de fatores em uma determinada ocasião, sendo difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

Incidência das lesões no tênis

As lesões que se manifestam no tênis são muito variadas em termos de localização, sendo sua predominância nas estruturas anatômicas. No entanto, a maioria é derivada de microtraumatismos repetitivos, de competição e de treino (Fu; Stone, 2001; Silva et al., 2005).

A maioria das lesões de (MMSS) é decorrente de uso excessivo (sobrecarga). Também outras causas são atribuídas a essas lesões, como técnica inadequada de treinamento, tipo de empunhadura na raquete, tensão utilizada nas cordas da raquete, desequilíbrio muscular e elevada força de preensão manual ao empunhar a raquete (Fehr; Silva, 2004).

Alguns autores relatam que as lesões mais comuns em tenistas adolescentes ocorrem no membro inferior e que as lesões do membro superior são as mais difíceis de tratar (Gregg; Torg, 1988).

Lesões em MMSS

É consenso que tais atletas são um grupo variável de indivíduos e, em razão de os tiros usados em esportes de raquete serem executados com os membros superiores, também são encontradas adaptações musculares no membro superior dominante (Bloomfield, 2000).

Reiterando essa afirmativa, as lesões nas extremidades dos membros superiores podem ser decorrentes da força de impacto e do mecanismo do golpe (Winge et al., 1989).

Do total de lesões, 67% foram relacionadas com o uso excessivo, das quais 45,7% ocorreram em membro superior (Winge et al., 1989). Ainda no estudo de Silva et al., ocorreram 122 casos de lesões citadas dentre os 160 atletas pesquisados, sendo que as regiões mais acometidas foram o pé e o tornozelo (48 casos), o cotovelo (41), o ombro (36) e o joelho (30) (Silva et al., 2005).

Um estudo feito pela Associação Americana de Tênis (Usta) revela dados de lesão apresentados no Condicionamento Completo para Tênis da Usta, indicando que a maior parte das lesões em jogadores juniores intensamente treinados ocorre na região da coluna, 24%, e no ombro (21%).

As lesões estavam igualmente bem distribuídas em poucas localizações anatômicas (pé, 19%; joelho, 15%; tornozelo, 12%; cotovelo, 12%). Nos jogadores profissionais, a Usta relata que o cotovelo foi a primeira área de queixa dos jogadores no campeonato de tênis aberto dos Estados Unidos, em 1995 (Garrett et al., 2003)

Índice de Lesões no Tênis por Atleta

No trabalho realizado no Rio Grande do Sul, na Universidade de Erechin, 2010, apresentou um alto índice de lesões,  1,57 lesão por atleta , o que corrobora outro estudo com 160 tenistas amadores do estado de São Paulo, nos quais se verificou um índice de 1,53 lesão por indivíduo pesquisado (Silva et al., 2005).

Esses dados podem estar relacionados com a frequência, a intensidade e a duração dos treinamentos, que são a maior causa da etiologia de lesões por sobrecarga nos desportos (Silva et al., 2005).

Sendo considerados maior índice de lesões nos atletas com mais de 1000 horas de jogo/treino, seja amador ou profissional.

A idade, o desgaste osteoligamentar e articular das pessoas acima de 40 anos também são fatores preditores a maiores índices de lesões no tênis e outros esportes.

Em outro estudo, Winge, Jorgensen e Lassen Nielsen pesquisaram a incidência de lesões em 104 tenistas competidores em um campeonato dinamarquês. Ao final do estudo, foram relatadas 2,3 lesões por jogador em 1.000 horas de participação.

Resumo de alguns trabalhos

Dentre os trabalhos analisados, as lesões no cotovelo e no joelho foram predominantes nos atletas entre 41 e 60 anos de idade, com 5 citações para o cotovelo e 2 para o joelho. Já para os tenistas com menos de 17 anos, houve predominância nas distensões dos músculos da coxa, com 4 atletas sendo acometidos.

É difícil estabelecer a linha divisória entre a causa e o efeito em virtude da multiplicidade de fatores interagindo em cada atleta, os quais incluem o tipo de esporte de que cada atleta participa, o nível competitivo, o equipamento utilizado, a experiência, as técnicas do treinador e as condições de jogo.

Essas variáveis interagem com as características físicas do atleta e os traços de personalidade, que, por sua vez, também determinam o desempenho do indivíduo (Moraes; Bassedone, 2007).

O conhecimento das possíveis lesões pertinentes aos atletas que praticam um esporte pode ser útil na medida em que contribui na sua prevenção, com base na prescrição do treinamento (Moraes; Bassedone, 2007).

Para que a diminuição do número de lesões seja possível, é importante conhecer, com exatidão, tanto sua etiopatologia como sua incidência (Chiappa et al., 2001). O fisioterapeuta, como profissional da saúde, tem o encargo de auxiliar os desportistas por meio da prevenção.

Pilates na prevenção das lesões no tênis

O Pilates por ser uma modalidade que não causa impacto, trabalha força, resistência, coordenação e principalmente reequilíbrio muscular, se faz necessário que o mesmo seja empregado tanto na reabilitação, mas principalmente no trabalho preventivo.

Na prevenção o mais importante é saber identificar quais são as principais lesões e os desiquilíbrios musculares de cada atleta individualmente, dessa forma tanto Fisioterapeuta quanto professor de Educação Física tem capacidade para empregar o mesmo, desde quê ambos tenham conhecimento do gesto esportivo e principalmente da técnica de Pilates.

Pilates nas Lesões no Tênis

 

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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