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Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas Lesões Musculares de IQT

Pilates nas lesões musculares de IQT – isquiotibiais pode ser uma ótima alternativa na prevenção ou na recuperação dessas lesões. Mas para traçar o melhor plano de tratamento ou prevenção é necessário conhecer a classificação da lesão, a fisiopatologia e tudo que a envolve.

As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física na prática esportiva. Estima-se que 30 a 50% de todas as lesões associadas ao esporte são causadas por lesões de tecidos moles.

Um estudo prospectivo feito por Elkstrand et al. demonstrou que elas correspondem a 37% das lesões musculares no futebol profissional e são responsáveis por 25% das ausências dos atletas nos jogos.

Outros estudos indicam que 1/3 das lesões dos isquiotibiais recidivam e que muitas dessas acontecem dentro das primeiras duas semanas após retorno ao esporte.

A elevada taxa de recorrência pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como, por exemplo, reabilitação ineficaz e critérios inadequados de retorno ao esporte.

Classificação

Lesão muscular é caracterizada por alterações no aspecto morfológico e histoquímico que proporcionam um déficit de funcionalidade no segmento acometido. Existem duas importantes formas de lesão muscular na prática esportiva, o estiramento e a contusão muscular.

Estiramento

O estiramento é a lesão muscular mais frequente nos esportes e é classificada em:

Grau I, no qual ocorre ruptura estrutural mínima e retorno rápido a função normal;

Grau II, quando há ruptura parcial com dor e alguma perda de função;

Grau III, quando há ruptura tecidual completa com retração muscular e incapacidade funcional. Ekstrand et al. demonstraram que os isquiotibiais são os músculos mais acometidos nesse tipo de lesão.

Contusão

contusão muscular, que se trata de um trauma direto resultado de forças externas, comum em esportes de contato. É caracterizada com a presença de dor, edema, rigidez muscular e restrição da amplitude de movimento. Pode acometer qualquer músculo, mas o quadríceps e os gastrocnêmios são os mais atingidas.

Mecânica da Lesão

Dois mecanismos de lesão específicos são descritos para lesões dos isquiotibiais e parecem influenciar na localidade e severidade da lesão. Heiderscheit et al.  Apresentaram em seu estudo que os isquiotibiais, durante a fase de balanço terminal da corrida, absorvem energia elástica para contrair excentricamente e promovem a desaceleração do avanço do membro na preparação do contato inicial do calcâneo.

Nessa fase a musculatura se torna mais susceptível a lesões, o bíceps femoral é o músculo mais acometido, por estar mais ativo em relação aos músculos semitendíneo e semimembranoso.

Outro mecanismo descrito que comumente lesa a porção proximal do músculo semitendíneo, é um movimento combinado de alta potência e extrema amplitude de flexão do quadril com extensão de joelho, que biomecanicamente corresponde ao movimentos de chute, corrida com barreiras e artísticos de bailarinos.

Fatores de Risco

Os fatores de riscos propostos para as lesões dos isquiotibiais são classificados em modificáveis e não modificáveis, porém iremos falar apenas daquilo que podemos modificar.

Os fatores modificáveis são os desequilíbrios musculares, que incluem a relação de força do quadríceps e dos isquiotibiais do mesmo membro e a relação bilateral dos isquiotibiais.

Outro fator é a fadiga muscular, já que estudos demonstraram que a incidência de lesões dos isquiotibiais apresenta uma maior taxa nos últimos estágios de partidas e treinamentos competitivos, quando a musculatura está em um nível alto de fadiga.

O déficit de flexibilidade dos isquiotibiais também é considerado por alguns autores como um fator de risco

Tempo de Reparação

Fase 1: destruição (três a sete dias) – caracterizada pela ruptura e posterior necrose das miofibrilas, pela formação do hematoma no espaço formado entre o músculo roto e pela proliferação de células infamatórias.

Fase 2: reparo (quatro a 21 dias) – consiste na fagocitose do tecido necrótico, na regeneração das miofibrilas e na produção concomitante do tecido cicatricial conéctico, assim como a neoformação vascular e o crescimento neural.

Fase 3: remodelação (14 dias a 14 semanas) – período de maturação das miofibrilas regeneradas, de contração e de reorganização da capacidade funcional muscular.

Reabilitação

A reabilitação pode ser realizada por várias terapias, tais como: Crioterapia, Laser, Ultrassom, Pomadas não Esteróides, terapia manual, exercícios terapêuticos e Pilates.

Dentro do Pilates é possível reabilitar o atleta ou paciente lesionado pensando nos fatores modificáveis tais como flexibilidade mas principalmente no reequilíbrio muscular.

Fase Inicial

Um dos objetivos iniciais da reabilitação das lesões musculares é restaurar o controle neuromuscular normal e prevenir a formação da fibrose tecidual. Exercícios terapêuticos ou Pilates como o fortalecimento isométrico e movimentos ativos controlados de baixa intensidade livres de dor, são estratégias preconizadas por especialistas para atingir esses objetivos em uma fase inicial.

Fase Intermediária

Em uma fase intermediária permite-se o aumento da intensidade dos exercícios com treinamento neuromuscular em maiores amplitudes e o início do treinamento de resistência excêntrica.

Askling et al. demonstraram a importância do fortalecimento excêntrico nas lesões dos isquiotibiais, por meio da comparação entre um protocolo com exercícios convencionais e um protocolo de exercícios que se baseiam em exercícios excêntricos com alongamento dinâmico máximo.

O estudo concluiu que o protocolo de exercícios excêntricos foi mais eficaz, uma vez que proporcionou um retorno mais rápido ao esporte e uma menor taxa de recidiva.

Lembrando quê, o alongamento dinâmico é juntamente com o treino resistido que faz do método de Pilates nas lesões muscularesuma técnica diferente das outras e portanto muito completa tanto na reabilitação quanto prevenção de lesões.

Bibliografia
Ramos G. A, Gonçalves G. A, Astur D. C, Pochini A. C, Ejnisman B, Cohen M. Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura. rev bras ortop. 2017;52(1):11–16

Fernandes T. L, Pedrinelli A, Hernandez A. J. MUSCLE INJURY – PHYSIOPATHOLOGY, DIAGNOSTIC, TREATMENT AND CLINICAL PRESENTATION, 2010. Pilates nas Lesões Musculares

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Pilates nas Lesões Musculares

Contatos pessoais: 11 967811979 (whatsapp), Instagram e Facebook

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