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Pilates na Terceira Idade. Saiba Mais!

Pilates na Terceira Idade

Como o Pilates na Terceira Idade pode ser útil? Descubra nesse artigo tudo que você necessita para começar a utilizar o Pilates e outras atividades físicas em seus alunos, pacientes e seus familiares.

Alterações irreversíveis surgem de forma continua na morfologia humana. As qualidades físicas de força, equilíbrio corporal, flexibilidade, agilidade e coordenação motora, são afetadas pelo processo do envelhecimento fisiológico, modificações fisiológicas e psicológicas, as quais podem ser atribuídas ao estilo de vida sedentário do idoso, chamado de ciclo vicioso do envelhecimento (LEITE, 1996; NÓBREGA et al., 1999; TEIXEIRA; GUARIENTO, 2010).

Uma das grandes preocupações para a sociedade e governantes de todo o mundo são os acidentes por quedas dos idosos, as quais podem causar morbidade, mortalidade e dependência para que esta população realize as suas tarefas cotidianas (LEBRÃO et al., 2005; SIQUEIRA et al., 2007).

As quedas são um grave problema para os idosos, visto que sequelas como fraturas, lesões corporais e o medo de cair, podem resultar na restrição das suas atividades do cotidiano, corroborando para o seu declínio físico e psicossocial, afetando negativamente a sua qualidade de vida (ISAACS; MURPHY, 1982; HADJISTAVROPOULOS et al., 2011).

Segundo Legters (2002), o medo de cair atinge até 65% dos idosos da comunidade que não tem histórico de quedas, e 92% dos que já caíram, o que aumenta o risco de sedentarismo dos mesmos.

Para Mazo et al. (2009), fatores como os traços hereditários, o estilo de vida, a prática regular de exercícios e as questões sociais e culturais, influenciam positiva ou negativamente o processo de envelhecimento.

A perda de força e de massa muscular no envelhecimento, assim como a diminuição da densidade óssea, faz com que apareçam algumas doenças como a artrite, a artrose, a osteoporose, as doenças cardíacas e hipertensivas, o diabetes, o que aumenta o risco de quedas (ALMEIDA et al., 2004; LEITÃO; LEITÃO, 2006).

Pode-se afirmar que a ocorrência de quedas e os seus riscos na população idosa aumentam com a idade, e os indivíduos acima dos 65 anos relataram que já sofreram uma queda. O perigo aumenta para duas vezes nas mulheres com 75 anos de idade, quando comparadas aos homens. As quedas podem ter consequências diretas na saúde, como as fraturas ósseas, ou indiretas como o medo de cair, a independência funcional (CARVALHÃES et al., 1998; PEREIRA et al., 2001; FABRICIO et al., 2004) a variável sexo, o morar só, a pouca atividade física, a altura e os problemas visão.

Estas consequências fazem parte do perfil de risco para sofrer quedas, as quais podem ter resultar na incapacidade física (TROMP et al., 1998).

A FES-I é o instrumento mais frequentemente usado para investigar o medo de cair no idoso, por meio do qual se avalia a autoeficácia ou a autopercepção do individuo para realizar 10 atividades da vida diária sem cair. Entre as limitações da FES está a não determinação da restrição à participação em atividades e da diminuição na qualidade de vida (HONAKER, 2006).

A FES-I tem excelentes propriedades psicométricas e avalia as preocupações relativas às atividades básicas e mais exigentes, tanto físicas como sociais (YARDLEY et al., 2005). Foi traduzida e adaptada culturalmente para o português
brasileiro por CAMARGOS et al. (2010).

As intervenções com exercícios físicos se constituem como estratégias eficientes para atenuar o declínio funcional do idoso, diminuindo o seu risco de queda e melhorando a sua qualidade de vida (Li et al., 2005; LEMOS NETO; GUIMARÃES, 2012).

A prática de exercício físico reduz o risco de cair e as doenças, aumentando a disposição para a realização das atividades do cotidiano. Exercitar-se regularmente desde jovem, como forma de intervenção, torna mais lenta a perda muscular do idoso (DOHERTY, 2003).

Pilates na Terceira Idade

Os exercícios físicos como o Pilates praticados pelos idosos apresentam um efeito favorável sobre o seu equilíbrio corporal, risco de sofrerem fraturas, proporcionam a sua independência social, elevam a forma de marcha e diminuem o risco de quedas (MATSUDO et al., 2001).

Pilates é uma forma segura de trabalhar todo o corpo, trabalhando alongamento e flexibilidade, fortalecimento de forma reequilibrada, aumento de propriocepção e de posicionamento articular, além disso, promove estabilização dos pontos chaves de quadril, ombro e abdome, somado a isso, temos toda liberação de hormônios que as atividades físicas em geral proporcionam.

Portanto, pode-se afirmar que praticar atividade física, mesmo após os 65 anos de idade, favorece a uma maior longevidade, diminui as taxas de mortalidade, o uso de medicamentos e o declínio cognitivo, auxilia na manutenção do status funcional, reduz a ocorrência de quedas, fraturas e internações, além dos benefícios psicológicos e de autoestima (ELWARD; LARSON, 1992).

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Bibliografia

ALMEIDA, S. T.; VALENTIM, A. L.; DIEFENBACH, N. Lian Gong como prática fisioterápica preventiva do envelhecimento. Estudos interdisciplinares do Envelhecimento, Porto Alegre, v.6,n.1, p.103-110, jan. 2004.

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 7th Ed: USA: Lippincott, WILLIAMS & WILKINS, 2006.Pilates na Terceira Idade

ARAUJO, A. O. et al. “Mobilidade física prejudicada em idosos: fatores relacionados e características definidoras”. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 55, n. 1, p. 19-25, janeiro/fevereiro, 2002.

BENEDETTI, T. R. B.; ANTUNES, P. C.; RODRIGUES-AÑEZ, C. R.; MAZO, G. Z.; PETROSKI, E. L. Reprodutibilidade e validade do questionário internacional de atividade física (IPAQ) em homens idosos. Revista Brasileira Medicina Esporte.2007; 13(1): 11-16. Pilates na Terceira Idade

BENTO, P. C. B.; RODACKI, A. L. F.; HORMANN, D.; LEITE, N. Exercícios físicos e redução de quedas em idosos: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano. 2010; 12(6): 471-9.

CAMARGOS, F. F. O.; DIAS, R. C.; Dias, J. M. D.; FREIRE, M. T. F. Adaptação transcultural e avaliação das propriedades psicométricas da Falls Efficacy Scale – International em idosos brasileiros (FES-I-BRASIL). Revista Brasileira Fisioteraria. 2010; 14(3): 237-43.

CARVALHÃES, N.; ROSSI, E.; PACHOAL, S. M. P.; PERRACINI, M.; RODRIGUES, R. P. Quedas: Consenso de Gerontologia. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo 1998. Pilates na Terceira Idade

MAZO, G. Z.; LIPOSCKI, D. B.; ANANDA C, PREVÊ D. Condições de Saúde, Incidência de Quedas e Nível de Atividade Física dos Idosos Revista brasileira Fisioterapia. São Carlos, v. 11, n. 6, p. 437-442, nov./dez. 2007.

MATSUDO, S. M.; MATSUDO, V. K. R.; Neto, T. L. B. (2001). Atividade física e envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.7, n.1, p.2-13.

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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