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Pilates na Tenossinovite De Quervain

Pilates na Tenossinovite De Quervain

tenossinovite do primeiro compartimento extensor do punho é também reconhecida como tenossinovite de Quervain, em homenagem ao cirurgião suíço Fritz de Quervain, também famoso por seus estudos na glândula tireoide.

Consiste em uma tenossinovite dos tendões e bainhas sinoviais envolvendo os tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, responsáveis pelo movimento de preensão do polegar, provocando dor e inchaço ao realizar movimentos de extensão ou abdução.

A pesar de ser frequentemente associado a trauma crônico secundário, a sobrecarga das atividades diárias das mãos e punho, também pode ser causada pela artrite reumatóide, artrite psoriática, trauma agudo, gravidez e durante o período pós-parto.

Acredita-se que, sua maior prevalência seja em mulheres ao longo dos séculos, mesmo em épocas que apenas homens participavam de forma efetiva do mercado de trabalho braçal, levantando a hipótese de outros fatores relacionados à concepção de tal enfermidade como: fatores genéticos e variedades anatômicas.

Além de predispor ao surgimento de variantes anatômicas, aspectos genéticos também estão potencialmente envolvidos na fisiopatogenia da queixa clínica, pelo seu papel na modulação do perfil psicológico e de sensibilidade à dor.

Diagnóstico da Tenossinovite de Quervain

O diagnóstico clínico se dá por uma anamnese detalhada a fim de se identificar fatores causais e pelo exame físico baseado no achado de dor puntiforme junto ao processo estilóide do rádio, que piora com os movimentos de extensão e abdução e positividade ao teste de Finkelstein.

Caso o diagnóstico clínico seja consistente não há necessidade de exames complementares. Alguns exames complementares são imprescindíveis como diagnóstico diferencial, a radiografia de punho, por exemplo, pode ser essencial na exclusão de fraturas e a eletromiografia na exclusão de acometimento do nervo radial.

A RM é a modalidade de exame que fornece melhor contraste entre os tecidos e consiste em uma forte arma no diagnóstico de tal doença, uma vez que, aponta alguns achados que corroboram para um diagnóstico conclusivo, excluindo também outros diagnósticos diferenciais.

Teste de Filkelstein para Tenossinovite

O Teste de Finkelstein é um bom instrumento diagnóstico por possuir boa sensibilidade e especificidade. Ele é realizado pela flexão do polegar, envolvendo-o com os outros dedos, em seguida, movendo a mão no sentido ulnar, que passivamente alonga os tendões do polegar sobre o processo estiloide. É considerado positivo quando o paciente
refere dor.

Tratamento da Tenossinovite de Quervain

O tratamento clínico com antiinflamatórios ou injeções de corticosteróides e fisioterapia tem demonstrado bons resultados descritos na literatura.

As terapias na fase aguda devem visar a Proteção, Repouso, Gelo local (Ice), Compressão e Elevação – acrônimo PRICE.

Na fase de manutenção / reabilitação o que se busca é restabelecimento da força, alívio da dor, diminuição da incapacidade e melhora do movimento.

Existem as terapias físicas (ultra-som – ondas de choque extra-corpórea, calor local); terapias manuais (massagens – extremamente operador-dependente, devendo ser utilizada em situações individualizadas); e terapias com exercícios (programas de exercícios e alongamentos).

Os programas de exercícios físicos domiciliares devem ser de fácil entendimento e execução, devendo ser individualizado e de acordo com o tipo de lesão. A duração da série deve ser de aproximadamente 30 minutos, devendo ser realizado duas vezes ao dia.

Após fase inflamatória, no momento da reabilitação uma das atividades a serem realizadas são os alongamentos e fortalecimentos e os exercícios realizados no Pilates (molas e faixas elásticas) são de extrema importância.

Para saber mais sobre o Pilates ACESSE AQUI

Bibliografia

Petit Le Manac’h A, Roquelaure Y, Veaudor M, Descatha A, Goldberg M, Imbernon E et al. Risk factors for de Quervain’s disease in a French working population. Scand J Work Environ Health. 2011Sep;37(5):394-401.

Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2004.

Janin B. R, Filho J. V. C. V, renosto L. M, Buttner A, Rivera J, A, Z, Suhett R, P. Alternativas de tratamento na tenossinovite de De Quervain. Rev Bras Cir Plást. 2012;27(supl):1-102

 

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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