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Pilates na Canelite

Pilates na Canelite

Pilates na Canelite (Síndrome do Stress Tibial Medial)

Saiba Tudo sobre o Pilates na Canelite, mas o que é “Síndrome do estresse tibial medial” É conhecida popularmente como Canelite. É uma lesão crônica em corredores decorrente da sobrecarga no osso da tíbia e da tração excessiva na inserção do músculo sóleo (um músculo flexor do tornozelo) na margem póstero-medial da tíbia, caracterizada por dor na borda anterior e medial da tíbia (CASONATO e POSER., 2005).

Nem o mecanismo fisiopatológico precisa nem a lesão patológica específica da Síndrome do Stress Tibial Medial (SETM) é conhecida, embora ela envolva uma irritação periosteal ao longo do comprimento da tíbia (DUTTON, 2006).

Principais Causas

  • Erros de treinamento: São causados pelo aumento excessivo no volume e/ou intensidade de treinamento, como também treinamento sem orientação de um profissional de educação física ou Fisioterapeuta.
  • Muscular: A fraqueza dos músculos dos MMII, como também a falta de alongamento do complexo gastrocnêmio-sóleo contribuem para o surgimento da lesão.
  • Pisos duros: Pisos duros e compactados como concreto e asfalto devem ser evitados, dê preferência a grama ou pisos de terra, evite também terrenos acidentados.
  • Estrutural: Hiperpronação, Hipersupinação da articulação subtalar.
  • Tênis inadequado: Procure utilizar um tênis adequado para o seu tipo de pisada (algumas lojas especializadas já fazem o teste), vale lembrar que os movimentos de pronação e supinação são movimentos fisiológicos da articulação subtalar, esses movimentos servem para dissipar as forças de reação do solo durante a marcha, como também para proporcionar que o pé funcione como uma plataforma estável, a partir da qual será iniciado o movimento de propulsão. Durante a corrida, a magnitude dessas forças estará aumentada, portanto um tênis adequado ao seu tipo de pisada, como também um bom sistema de amortecimento é fundamental.

Classificação

Essa síndrome é classificada em quatro graus de gravidade, sendo a fratura por estresse considerada o grau IV da síndrome, por isso a necessidade de um diagnóstico precoce, para que uma SETM não se transforme numa fratura por estresse.

Diagnóstico

O relato da história clinica como também o exame físico é de fundamental importância para o diagnóstico. Caso o médico suspeite da fratura por estresse, a radiografia convencional é o primeiro exame a ser solicitado.

No caso da (SETM) o resultado é absolutamente normal. Já a fratura por estresse só é diagnosticada pela radiografia convencional após aproximadamente 15 dias, quando aparecem as primeiras alterações.

Além da história clínica e exame físico da Síndrome Stress Tibial Medial, os exames mais indicados para realizar esse diagnóstico diferencial são a cintilografia óssea e a ressonância magnética (CASTROPIL, 2006).

A cintilografia óssea em três fases é realizada por meio de uma injeção intravenosa de um marcador radioativo que irá se concentrar em áreas de maior atividade óssea, como por exemplo, ao longo da tíbia, de forma sutil no caso de uma SETM e num formato ovalado, localizado e intenso, no caso de uma fratura por estresse (KIURU, 2000).

A ressonância magnética é o melhor exame de imagem para avaliar lesões crônicas de origem musculoesquelética em corredores, pois detecta as alterações da SETM e da fratura por estresse mais precocemente que a cintilografia e pode não necessitar de injeção de contraste (FREDERICSON, 1995).

Prevenção

Algumas medidas devem ser adotadas na prevenção da (SETM), sendo que a conscientização do atleta é de fundamental importância para o processo. Dentre elas podemos destacar:

  • Aumento gradual no volume ou intensidade do treinamento (não aumentar mais que 10% à 15% semanalmente)
  • Fortalecimento da musculatura dos MMII
  • Utilização de calçado adequado
  • Alternância entre os tipos de pisos durante as sessões de treinamento
  • Alongamento da musculatura dos MMII, com ênfase ao tibial posterior e gastrocnêmio-sóleo
  • Um bom aquecimento antes da prática esportiva.

 

Tratamento

Afastada a possibilidade de ser uma fratura por estresse, dar-se-á inicio ao tratamento através de medidas que incluam:

  • Correção de qualquer condição estrutural com o uso de calçados e caso necessário, palmilhas personalizadas para o pé.
  • Modificação da atividade, evitando-se as corridas e os saltos por aproximadamente 10 dias. Durante esse período o condicionamento cardiorrespiratório deverá ser mantido através de exercícios na piscina com flutuador, como também no ciclo ergômetro.
  • A CRIOTERAPIA (gelo) e o TENS (estimulação elétrica trans cutânea) podem ser usados objetivando a analgesia local.
  • Exercícios de alongamento para musculatura posterior da perna (gastrocnêmio-sóleo). Exercícios na Chair, Cadillac ou Reformer com uso de molas e ou acessórios.
  • Pilates na Canelite: Com a regressão dos sintomas, devem-se iniciar de maneira progressiva, os exercícios de fortalecimento para toda musculatura que envolve a articulação do tornozelo (tibiais, fibulares e tríceps sural). Esses também sendo executados nos equipamentos  ao qual de quebra trabalha todo reequilíbrio muscular.
  • Assim que o atleta estiver assintomático, pode-se iniciar o trote/corrida sobre a grama, por aproximadamente 20 minutos, com uma progressão de 10 a 15% semanalmente. É importante ressaltar que o mesmo já deverá estar adaptado ao tênis, caso seja portador de algum problema estrutural.
  • O atleta como parte integrante do processo, deverá estar cooperativo, respeitando todas as fases da reabilitação, principalmente com relação à progressão a ser dada, evitando assim, a recorrência dos sintomas, como também o agravamento da lesão, que poderá evoluir para uma fratura por estresse.

 

Bibliografia de Pilates na Canelite

  1. Reabilitação Física das Lesões Desportivas. James R. Andrews; Gary L. Harrelson; Keven E. Wilk. Segunda edição. Editora Guanabara Koogan.
  2. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. James A. Gould. Segunda edição. Editora Manole.
  3. Técnicas de Reabilitação em Medicina Esportiva. William E. Prentice. Terceira edição. Editora Manole. Pilates na Canelite

 

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos pessoais: 11 967811979 (whatsapp), Instagram e Facebook

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