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Pilates é Treinamento Funcional?

Algumas alunos e ex-alunos me questionaram sobre o Pilates é um Treinamento funcional? Podemos considerar como Treinamento Funcional? e várias outras perguntas relacionadas. Pois bem, vamos tentar responder a essa questão, confira abaixo!

Para entender sobre o pilates e treinamento funcional é importante conhecer sobre as modalidades, para isso vamos falar sobre treinamento funcional e vamos correlacionar ao Pilates.

O treino funcional (TF) foi criado nos Estados Unidos por alguns autores desconhecidos e vem sendo disseminado no Brasil, ganhando muitos praticantes. Sua função é preparar o organismo de modo íntegro e eficiente, através do centro corporal chamado de Core (MONTEIRO; CARNEIRO, 2010).

Evangelista (2010) afirmam que o TF teve sua origem com os profissionais da área da fisioterapia e reabilitação, pois eles foram pioneiros na utilização de exercícios que imitavam as práticas dos pacientes em casa ou no trabalho durante a terapia possibilitando, assim, um breve retorno à vida normal
e as suas funções laborais após uma lesão ou cirurgia.

De acordo com Bossi (2011), o TF surgiu do reconhecimento conquistado pela contribuição dos trabalhos das especialidades na reabilitação de lesões de soldados na Segunda Guerra Mundial e também em atletas olímpicos nos anos 50, os quais demonstraram uma melhora em suas capacidades físicas.

Algumas correlações podem ser feitas, tal como:

De acordo com Gelatti (2009), o Treinamento Funcional é aquele que ajuda o corpo a realizar movimentos de forma integrada e eficiente, fortalecendo músculos, melhorando as funções cerebrais responsáveis por tudo que nosso corpo faz e cria. Neste tipo de treinamento os músculos “não trabalham de forma isolada”, e
sim em sinergismo.

Perceba que o Pilates também trabalha da mesma forma, não trabalha de forma isolada, trabalho de forma integrada de corpo e mente, fortalecendo musculaturas com movimentos integrados.

Por isso, o Treinamento Funcional define-se como um novo conceito de treinamento especializado de força que se utiliza do próprio corpo como instrumento de trabalho e até mesmo de outros recursos como bolas suíças, elásticos, entre outros instrumentos que causam instabilidades e desequilíbrios, causando benefícios na propriocepção, força, flexibilidade, resistência muscular, coordenação motora, equilíbrio e condicionamento cardiovascular (MONTEIRO; EVANGELISTA, 2012).

Consegue ver alguma diferença nos benefícios conquistados no Pilates e Treinamento Funcional? percebe que são idênticos, tanto um quanto outro utiliza peso do próprio corpo, utilizem movimentos funcionais, e tem como acessórios bolas suíças, elásticos ou molas como no Pilates, seus benefícios também são os mesmos, propriocepção, força, resistência, flexibilidade, coordenação motora, mas…CONDICIONAMENTO CARDIORRESPIRATÓRIO.

Já vou explicar sobre isso, mas antes vamos a mais um artigo sobre Treinamento Funcional.

De acordo com Pereira et al. (2012), as mulheres que realizaram o treinamento funcional apresentaram reduções significativas nos valores de porcentagem (%) de gordura após 12 semanas.

Mas no Pilates eu também conquisto redução? SIMMMMM, mas a redução no pilates é de medidas corporais, devido a fortalecimento profundo e o enrijecimento muscular, melhora do tônus, por isso, ao realizar a perimetria, temos resultados satisfatórios.

Mas e gordura corporal? Não! Com Pilates não conseguimos e isso é algo que diferencia o Pilates e Treinamento Funcional, onde o Pilates não tem variedade de ambientes e trabalhos diferentes e consequentemente predomínio da capacidade anaeróbia.

O Treinamento Funcional por se tratar de uma atividade  de variação de ambientes e séries, trabalha todo o corpo e produz atividades que contém tanto exercícios com predomínio anaeróbio quanto aeróbio.

Outra grande diferença são os Princípios do Pilates que na modalidade Treinamento Funcional não seria possível de realiza-lo. Relembrando que o Pilates possui 5 princípios que são: Centralização, Respiração, Concentração, Fluidez, precisão e controle.

Portanto na minha opinião, apesar de serem métodos de treinamento que possuem muitos benefícios parecidos, cada um tem sua especificidade e suas limitações, contudo um trabalho que pudéssemos aliar Pilates e treinamento funcional seria simplesmente fantástico e conhecer sobre patologias é muito importante para o entendimento das duas técnicas.

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Referências

AABERG, E. Conceitos e técnicas para o treinamento resistido. São Paulo: Manole, 2002. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd178/treinamento-funcional-beneficios-metodos.htm. Acesso em 7 Mar 2017.

ALCA, D. V. et. al., Avaliação da potência muscular de membros inferiores após realização de protocolo de treinamento neuromuscular e de força muscular. Revista ConScientiae Saúde, v. 8, n. 3, p. 405-413, 2009.

ANDRADE, N. V. Uma revisão sobre treinamento Concorrente. Ensaios e Ciência: Ciências Biológicas, Agrárias e da Saúde Vol. XII Nº. 2, Ano 2008.

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Pilates e Entorse de Tornozelo

Contatos pessoais: 11 967811979 (whatsapp), Instagram e Facebook

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