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Pilates e Suplementação de Creatina

Pilates e Suplementação de Creatina

Muitas pessoas perguntam: Se Pilates e suplementação de creatina pode? E o principal combustível é a Creatina?

Pois bem, vamos discorrer um pouco sobre a creatina e seu papel na ação muscular, síntese e ressíntese de ATP e quais benefícios e contra-indicações, nas atividades físicas.

Camilo juniorA creatina monoidratada (CrM) é amplamente utilizada, sobretudo, por atletas e indivíduos fisicamente ativos, devido aos seus possíveis efeitos ergogênicos sobre a massa muscular e o desempenho físico anaeróbio (Mendes, Tirapegui, 1999; Mesa et al., 2002; Branch, 2003; Volek, Rawson, 2004).

Acredita-se que a quantidade de creatina fosfato (PCr) armazenada no músculo pode ser fator limitante para o desempenho físico em exercícios de alta intensidade e curta duração (Hultman et al., 1991; Balsom et al., 1994).

Desse modo, sugere-se que o aumento nas reservas musculares de creatina total (CrT) e de PCr, induzido pela suplementação de Crm, possa aumentar a disponibilidade de PCr e, conseqüentemente, acelerar a taxa ressíntese de ATP durante exercícios anaeróbios intermitentes (repetitivos), favorecendo a melhoria do desempenho físico nesse tipo de exercício (Balsom, Söderlund, Ekblom, 1994; Cooke et al.,1999; Peeters, Lantz, Mayhen, 1999; Havenetidis et al., 2002; Smith et al., 2004).

Vejamos alguns estudos:

Um trabalho sobre o Efeito de oito semanas de suplementação com creatina monoidratada sobre o trabalho total relativo em esforços intermitentes máximos no cicloergômetro de homens treinados. Inicialmente, os sujeitos foram submetidos a treinamento padronizado com pesos durante 19 semanas, compreendendo três sessões semanais, que foram realizadas em dias alternados, com o propósito de equiparar a condição física, para que todos iniciassem a etapa de suplementação CrM ou placebo em condições semelhantes.

Os indivíduos foram separados aleatoriamente em grupo suplementado com CrM(CR; n=13) e placebo (PL; n=13).

Após os participantes do estudo serem separados aleatoriamente, esses receberam Crm ou placebo (maltodextrina) (Integralmédica S/A, Agricultura e Pesquisa, Brasil), por meio de um delineamento duplo cego durante 8 semanas, em forma de cápsulas com cor e textura semelhantes.

Ministração da suplementação

Durante os primeiros cinco dias da fase de suplementação, os indivíduos ingeriram 20 g/dia de Crm ou placebo, em quatro doses iguais de 5 g, separadas a cada 3-4 horas. Nos 51 dias subsequentes, uma única dose de 3 g/dia foi consumida. Os indivíduos foram orientados a associarem 250 mL de bebidas carboidratadas a cada dose de suplementação (Green et al., 1996a; Green et al., 1996b).

Vale ressaltar que a melhora no desempenho ao final das series consecutivas do TW após as oito semanas de suplementação foi acompanhada por aumentos significativos nos estoques musculares de Cr, PCr e CrT em 20%, 20% e 21%, respectivamente, comparados aos valores iniciais.

Esses achados corroboram estudos de outros autores, os quais têm atribuído o aumento do trabalho total a um possível aumento na ressíntese de PCr entre os esforços, a partir da suplementação de Cr(Febbraio et al., 1995; Havenetidis et al., 1995; Casey et al., 1996; Nevill et al., 1997; Havenetidis et al., 2002; Havenetidis, Bourdas, 2003).

O aumento no trabalho total realizado em esforços intermitentes de alta intensidade e curta duração tem sido relatado até mesmo em curtos períodos de suplementação com creatina (d < 7 dias) (Birch, Noble, Greenhaff, 1994; Havenetidis et al., 1995; Casey et al., 1996; Havenetidis et al., 2002; Havenetidis , Bourdas, 2003).

Creatitina excretada pela urina e sobrecarga aos rins

Com relação à taxa de excreção de creatinina na urina, não foi observado aumento significativo no grupo que ingeriu creatina, após o período de suplementação, embora o grupo CR apresentasse sua taxa de excreção aumentada (22%) quando comparado ao grupo PL. Estudo conduzido por Harris, Söderlund e Hultman (1992) demonstrou que a saturação de creatina no músculo esquelético está fortemente associada com níveis elevados de creatinina urinária.

A partir dos achados do presente estudo podemos concluir que a suplementação com Crm (20 g.d-1 por 5 dias, seguido de 3 g.d-1 por 51 dias) por longo período (8 semanas) aumentou a produção de trabalho total em esforços máximos intermitentes no cicloergômetro em homens treinados, sugerindo que a suplementação de Crm pode melhorar o desempenho físico em esforços repetidos de alta intensidade e curta duração.

Considerando que o Pilates é uma técnica que trabalha exercícios resistidos e alongamento dinâmico, potencialmente a creatina pode beneficiar seus praticantes, assim como auxilia na musculação e atividades anaeróbias. Portanto, o uso pode e deve ser ministrado para seus alunos/pacientes a fim de melhorar a ressíntese de ATP, melhorar a taxa metabólica e consequentemente a melhora da performance motora, porém deve ser administrado com cautela e por um profissional da área esportiva (nutricionista, fisiologista).

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position stand: progression models in resistance training for healthy adults. Med. Sci. Sports Exercise, Hagerstown, v.34, n.2, p.364-380, 2002.

BALSOM, P.D.; GAITANOS, G.C.; EKBLOM, B.; SJÖDIN, B. Reduced oxygen availability during high intensity intermittent exercise impairs performance. Acta Physiol. Scand., Oxford, v.152, n.3, p.279-285, 1994. pilates creatina

BALSOM, P.D.; SÖDERLUND, K.; EKBLOM, B. Creatine in humans with special reference to creatine supplementation. Sports Med., Atkinson, v.18, n.4, p.268-280, 1994.

BURKE, D.G.; SMITH-PALMER, T.; HOLT, L.E.; HEAD, B.; CHILIBECK, P.D. The effect of 7 days of creatine supplementation on 24-hour urinary creatine excretion. J. Strength Cond. Res., Champaign, v.15, n.1, p.59-62, 2001.

BURKE, D.G.; CHILIBECK, P.D.; PARISE, G.; CANDOW, D.G.; MAHONEY, D.; TARNOPOLSKY, M. Effect of creatine and weight training on muscle creatine and performance in vegetarians. Med. Sci. Sports Exercise, Hagerstown, v.35, n.11, p.1946-1955, 2003. pilates creatina

 

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

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