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Pilates e Dor Cervical

O Pilates pode ser uma alternativa para a dor Cervical e algumas patologias instaladas. Porém se faz necessário conhecer a fundo cada disfunção apresentada e por isso é importante a classificação de subgrupos de dor cervical.

Nesse Artigo sobre Pilates e Dor Cervical, vamos falar um pouco sobre os subgrupos NO TRATAMENTO PARA AS DISFUNÇÕES DA COLUNA CERVICAL.

A coluna cervical é uma área comum de dor e incapacidade e é um local de queixa em atletas competitivos e recreacionais. Como na dor lombar, a etiologia da dor cervical e os fatores de risco
associados são múltiplos e de natureza física e psicológica; logo, indivíduos com dor cervical não
constituem um grupo homogêneo.

A dor cervical e os sintomas correlatos na cabeça, na face, no tronco e na extremidade superior
podem ser classificados com base nos seguintes aspectos:

■ duração dos sintomas;
■ estruturas patoanatômicas;
■ padrões clínicos;
■ disfunções do movimento;
■ fatores biopsicossociais.

Childs e colaboradores, proporam então um sistema de classificação baseado no tratamento chamado de Treatment Based Classification (TBC), ao qual os seguintes aspectos são observados para nomeação de cada subgrupo conforme sua necessidade clínica:

■ mobilidade;
■ centralização;
■ tolerância ao exercício e condicionamento;
■ controle da dor;
■ redução da cefaleia.

No TBC, as características-chave obtidas durante a anamnese e o exame físico são usadas para
estabelecer uma classificação diagnóstica e/ou categorizar a disfunção que guiará a intervenção
fisioterapêutica.

Em um estudo observacional prospectivo sobre o sistema proposto por Childs e colaboradores,
Fritz e Brennan reportaram que pacientes com dor cervical que recebiam intervenções
correspondentes ao subgrupo apropriado tinham melhores resultados na dor e na incapacidade
comparados àqueles que não haviam sido classificados.

As classificações mais comuns na amostra analisada foram
■ centralização (34,7%);
■ tolerância ao exercício e condicionamento (32,8%); e
■ mobilidade (17,5%).

A diretriz de prática clínica desenvolvida por Childs e colaboradores e relacionada à Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) também sugere a classificação dos
subgrupos supramencionados em categorias de disfunções, a saber:

■ dor cervical com déficits de mobilidade;
■ dor cervical com disfunções no controle do movimento;
■ dor cervical com dor irradiada para o membro superior; e
■ dor cervical com cefaleia.

ESQUEMA CONCEITUAL DA CLASSIFICAÇÃO

Dos subgrupos, vamos citar apenas um: Mobilidade e Dor é o mais encontrados dentro dos Studios de Pilates.

SUBGRUPO MOBILIDADE

Pacientes classificados no subgrupo mobilidade ou na categoria dor cervical com déficits de
mobilidade referem dor cervical e/ou dor torácica. A disfunção primária é a redução da mobilidade
associada a limitações funcionais. Os objetivos centrais da intervenção neste subgrupo são
melhorar a amplitude de movimento (ADM) funcional e reduzir a dor e a incapacidade.

TRATAMENTO

O tratamento do subgrupo mobilidade inclui além de Pilates,  a manipulação thrust e a mobilização para as disfunções das colunas cervical, cervicotorácica e torácica e costelas, identificadas pelos
testes provocativos e de mobilidade segmentar passiva.

Exercícios de ADM ativa, exercícios de alongamento muscular, de automobilização, controle motor, endurance e fortalecimento são combinados à terapia manual para manter e aumentar os ganhos funcionais.

Exercícios que envolvam o tronco e mmss no cadillac, reformer, chair, bola, são os mais indicados associados a manipulação pode ser empregados no tratamento. Exercícios tais como:

A aplicação específica de procedimentos de manipulação e mobilização articular depende de
diversos fatores. Fisioterapeutas manipulativos baseiam o julgamento clínico da seleção do
procedimento em múltiplos fatores, incluindo:

■ avaliação da mobilidade;
■ sensação terminal de movimento;
■ reatividade tecidual;
■ natureza dos sintomas;
■ expectativa do paciente; e
■ nível de habilidade manual do clínico.

Técnicas de manipulação thrust cervical podem ser usadas efetivamente para restaurar a mobilidade cervical, bem como para reduzir a dor e a incapacidade.
Manipulação da coluna cervical e  Manipulações da coluna torácica: decúbito dorsal e decúbito ventral.

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Referências

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7. Stetts DM, Carpenter JG. Physical therapy management of patients with spinal pain. New Jersey: SLACK
Incorporated; 2014.
8. Schomacher J. Orthopedic Manual Therapy: assessment and management. Stuttgart: Thieme Publish-
ers; 2014.

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior. Pilates e Entorse de Tornozelo

Contatos pessoais: 11 967811979 (whatsapp), Instagram e Facebook

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