Menu fechado

Agachamento nas Lesões de Joelho

Lesões de Joelho

Agachamento nas Lesões de Joelho

Estudos de cinesiologia e da biomecânica proporcionou a atual aplicação dos exercícios em cadeia cinética fechada (CCF), os quais foram incorporados aos protocolos de reabilitação, principalmente, lesões de joelho.

Lesões de JoelhoApesar de muitos anos fisioterapeutas dedicados à reabilitação de atletas utilizaram os exercícios em cadeia cinética aberta (CCA), no qual os movimentos são desenvolvidos com o segmento distal livre para o fortalecimento da extremidade inferior (Steindler, 1977).

Algumas suposições são apresentadas para a utilização de exercícios em CCF: do ponto de vista biomecânico, sugere-se que esses exercícios são mais seguros e produzem estresses e forças que oferecem menor risco às estruturas em recuperação quando comparados com os exercícios em CCA.

A co-ativação ou co-contração dos músculos agonistas e antagonistas ocorrem durante os movimentos em CCF, a fim de proporcionar a estabilização articular(Fonseca et al).

Além disso, os exercícios em CCF são igualmente eficazes na produção de força no quadríceps femoral, quando se compara com os exercícios em CCA (Fitzgerald, 1997).

Cadeia Cinética Fechada

O agachamento, tríplice flexão do membro inferior, vem sendo considerado efetivo no desenvolvimento da musculatura do quadril, joelho e tornozelo, por meio do aumento da atividade do quadríceps, isquiotibiais e tríceps sural.

Escamilla et al, recomenda uma amplitude de 0° a 50° de flexão do joelho para os exercícios de agachamento utilizados na reabilitação, por se tratar da amplitude em que ocorrem as menores forças de cisalhamento anterior na articulação tibiofemoral.

Entender e comparar as atividades musculares que ocorrem na articulação do joelho durante o exercício de agachamento é importante para determinar as posições de melhor equilíbrio muscular, tensão ligamentar e compressão articular.

Um trabalho realizado no Brasil comparou eletromiograficamente a atividade muscular de Reto femoral, bíceps femoral tibial anterior e sóleo nas diferentes posições de flexão de joelho e flexão de tronco a 45°, encontrando o ponto de maior co-contração entre agonistas e antagonistas.

Concluiram que, o agachamento é um exercício em CCF, multiarticular, em que ocorre uma flexão simultânea do quadril, joelho e tornozelo, proporcionando uma co-contração de diversos músculos, a qual representa um fator importante para a estabilidade dinâmica.

Neste trabalho, em concordância com alguns estudos apresentados na literatura, ocorreu co-ativação muscular significativa entre os músculos reto e bíceps femoral apenas nas posições com tronco fletido, o que ratifica a necessidade deste posicionamento do tronco durante a realização dos exercícios de agachamento proporcionando menores tensões sobre o LCA, principalmente, em angulações superiores a 60° de flexão do joelho.

Adicionalmente, a co-ativação entre os músculos reto femoral e sóleo, abre perspectivas para a inclusão do fortalecimento específico deste último, nos programas de reabilitação, como forma de equilibrar as forças de translação tibial anterior e, conseqüentemente, reduzir a tensão no LCA.

O aumento da profundidade do agachamento acentuou bastante a diferença de ativação do reto femoral, principalmente, em relação ao bíceps femoral, o que pode indicar um desequilíbrio de forças, onde ocorre um aumento desproporcional da força extensora em relação à flexora.

Como a ação extensora do joelho tende a provocar translação tibial anterior, não seria recomendável a utilização de agachamentos profundos no pós-cirúrgico precoce de reconstrução do LCA devido à maior demanda de torque exercida sobre o aparelho extensor durante os exercícios de agachamento com o joelho flexionado além de 40°.

Este estudo teve um aspecto inovador, à medida que analisou a interação de vários músculos das cadeias musculares anterior e posterior que atuam na estabilização dinâmica da articulação do joelho em CCF, associando ao posicionamento do tronco com e sem carga e a vários graus de flexão do joelho. Entretanto, o estudo foi realizado em sujeitos sadios utilizando um posicionamento estático.

Apesar de utilizado em sujeitos sadios tudo leva a crer que o mesmo talvez possa ser empregado em sujeitos com lesões de joelho.

A percepção do fisioterapeuta aliado ao feedback do paciente pode nos dar um norte quanto a empregabilidade do mesmo. Sabendo quê, o importante para validação é a realização de um trabalho cientifico do mesmo molde com sujeitos com lesões de joelho.

Referências Bibliográficas (lesões de joelho)

Steindler A. Kinesiology of the human body under normal and pathological conditions. Springfield, IL: Charles C Thomas; 1977. p. 63.

Escamilla RF. Knee biomechanics of the dynamic squat exercise. Med Sci Sports Exerc. 2001;33:127-41.

Fonseca ST, Silva PLP, Ocarino JD, Ursine PGS. Análise de um método eletromiográfico para quantificação de co-contração muscular. Rev Bras Ciên e Mov. Brasília 2001;9:23-30.

Fitzgerald GK. Open versus closed kinetic chain exercise: issues in rehabilitation after anterior cruciate ligament reconstrutive surgery. Phys Ther. 1997;77:1747-54.

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br https://www.facebook.com/junior.fisio.39

Deseja realizar seu curso de Pilates Completo, acesse nosso site e saiba mais.

Site
Youtube

Facebook

Instagram