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Depressão e o Pilates no Tratamento

Depressão e o Pilates no Tratamento

depressão hoje é considerada a doença do século, No ultimo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão se situa em quarto lugar entre as principais causas de ônus entre todas as doenças, e as perspectivas são ainda mais sombrias. Se persistir a incidência da depressão, até 2020 ela estará em segundo lugar. Em todo o mundo, somente a doença isquêmica cardíaca a suplantará.

Depressão é a doença do século?

Hipócrates, no século V antes de Cristo, já conhecia e definia a depressão com a denominação de melancolia: “uma afecção sem febre, na qual o espírito triste permanece sem razão fixado em uma mesma idéia, constantemente abatido.

O tratamento proposto consistia em mudanças na dieta, ginástica, hidroterapia e medicamentos orais, ervas catárticas, eméticas e purgantes destinadas a eliminar o excesso da bile negra.

Depressão no Século XXI

A depressão, no início do século XXI, é, com algumas exceções, considerada uma doença mental, catalogada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) e no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM), recebendo abordagens científicas, como a médica, a psicanalítica e a cognitiva. No senso comum, não menos importante, observamos ainda as visões filosófica, religiosa e poética.

Perder o emprego, ter alguém próximo que morreu ou terminar um relacionamento leva a um momento de profunda tristeza, de luto, até conseguir dar a volta por cima. Isso faz parte da vida e a maioria de nós passará por momentos assim ao longo da vida, não significando depressão.

Verifique se de fato a tristeza é desproporcional ao fato que conduziu a ela, se aparece sem motivo aparente e se ocorre em qualquer tipo de situação.

Depressão é mais do que sentir-se triste por alguns dias. É um problema que pode acometer qualquer pessoa: homens, mulheres, jovens e idosos. A doença se manifesta de várias maneiras e pode causar diferentes sintomas.

Algumas vezes, a depressão pode ser desencadeada por algum desses eventos, que chamamos de gatilho; outras vezes pode surgir aparentemente do nada.

Tipos de Depressão

Depressões catatônicas

Diz-se que uma depressão tem características catatônicas quando o quadro clínico se caracteriza por intensas alterações da psicomotricidade, entre as quais: imobilidade quase completa, atividade motora excessiva, negativismo extremo, mutismo, estereotipias, ecolalia ou ecopraxia, obediência ou imitação automática. A imobilidade motora pode se apresentar como estupor (o chamado “estupor melancólico”) ou ainda por catalepsia (flexibilidade cérea). Impõe-se aqui o diagnóstico diferencial cuidadoso, com a catatonia induzida por condição médica geral (por exemplo, encefalopatia hepática), por drogas ou medicamentos, e com a esquizofrenia catatônica. Cumpre notar que, nos tempos atuais, é muito raro encontrar-se um verdadeiro “estupor melancólico”. As facilidades de diagnóstico e de tratamento quase sempre impedem a progressão a essas formas mais graves, que ainda em passado recente (particularmente antes da introdução do eletrochoque) ameaçavam a vida dos pacientes. Em pessoas jovens, o aparecimento de acentuada lentificação psicomotora e de formas sutis de estupor é quase sempre indicativo de doença bipolar, que freqüentemente acabará se manifestando mais tarde através de fases maníacas.

Depressões crônicas (distimias)

As depressões crônicas são geralmente de intensidade mais leve que os episódios de depressão maior. Mais que o humor francamente deprimido, os pacientes com depressão crônica (distimia) sofrem por não sentir prazer nas atividades habituais, e por terem suas vidas coartadas por uma espécie de morosidade irritável.

Depressões atípicas

Originalmente criado na Inglaterra, e posteriormente desenvolvido pelo grupo da Universidade de Columbia, em Nova York, o conceito de depressão “atípíca” refere-se (de modo muito típico) àquelas formas de depressão caracterizadas por: reatividade do humor, sensação de fadiga acentuada e “peso” nos membros, e sintomas vegetativos “reversos” (opostos aos da depressão melancólica), como aumento de peso e do apetite, em particular por carboidratos e hipersonia. Além disso, descreve-se como característica constante das pessoas sujeitas a esse tipo de depressão um padrão persistente de extrema sensibilidade à percepção do que consideram como rejeição por parte de outras pessoas. Episódios com características “atípicas” são mais comuns nos transtornos bipolares (I e II), no transtorno depressivo com padrão sazonal.

Sazonalidade

Especialmente no hemisfério norte, onde as estações do ano são bem definidas, verifica-se com clareza que algumas formas de depressão acentuam-se ou são precipitadas de acordo com um padrão sazonal; mais comumente as depressões desse tipo ocorrem no outono e no inverno. Muitos desses pacientes têm fases hipomaníacas na primavera, sendo classificados como do tipo bipolar II (depressões maiores e hipomania). Freqüentemente esses pacientes apresentam algumas características sobrepostas às da “depressão atípica”: fadiga excessiva, aumento do apetite (em particular por carboidratos) e hipersonolência. O DSM-IV inclui o “padrão sazonal” como um especificador do tipo de depressão estudada.

Sintomas da Depressão

Sintomas psíquicos

• Humor depressivo: sensação de tristeza, autodesvalorização e sentimentos de culpa.

Os pacientes costumam aludir ao sentimento de que tudo lhes parece fútil, ou sem real importância. Acreditam que perderam, de forma irreversível, a capacidade de sentir alegria ou prazer na vida. Tudo lhes parece vazio e sem graça, o mundo é visto “sem cores”, sem matizes de alegria. Em crianças e adolescentes, sobretudo, o humor pode ser irritável, ou “rabugento”, ao invés de triste.

As motivações para o suicídio incluem distorções cognitivas (perceber quaisquer dificuldades como obstáculos definitivos e intransponíveis, tendência a superestimar as perdas sofridas) e ainda o intenso desejo de pôr fim a um estado emocional extremamente penoso e tido como interminável.

• Redução da capacidade de experimentar prazer na maior parte das atividades, antes consideradas como agradáveis. As pessoas deprimidas podem relatar que já não se interessam pelos seus passatempos prediletos. As atividades sociais são freqüentemente negligenciadas, e tudo lhes parece agora ter o peso de terríveis “obrigações”.

 Fadiga ou sensação de perda de energia. A pessoa pode relatar fadiga persistente, mesmo sem esforço físico, e as tarefas mais leves parecem exigir esforço substancial. Lentifica-se o tempo para a execução das tarefas.

 Diminuição da capacidade de pensar, de se concentrar ou de tomar decisões. Decisões antes quase automáticas parecem agora custar esforços intransponíveis. Um paciente pode se demorar infindavelmente para terminar um simples relatório, pela incapacidade em escolher as palavras adequadas.

Sintomas fisiológicos

• alterações do sono (mais freqüentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência). A insônia é, mais tipicamente, intermediária (acordar no meio da noite, com dificuldades para voltar a conciliar o sono), ou terminal (acordar mais precocemente pela manhã). Pode também ocorrer insônia inicial. Com menor freqüência, mas não raramente, os indivíduos podem se queixar de sonolência excessiva, mesmo durante as horas do dia.

• alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite). Muitas vezes a pessoa precisa esforçar-se para comer, ou ser ajudada por terceiros a se alimentar. As crianças podem, pela inapetência, não ter o esperado ganho de peso no tempo correspondente. Algumas formas específicas de depressão são acompanhadas de aumento do apetite, que se mostra caracteristicamente aguçado por carboidratos e doces.

 redução do interesse sexual

Evidências comportamentais

 retraimento social

• crises de choro

• comportamentos suicidas

• Retardo psicomotor e lentificação generalizada, ou agitação psicomotora. Freqüentemente os pacientes se referem à sensação de peso nos membros, ou ao “manto de chumbo” que parecem estar carregando. Em recente revisão da literatura sobre os estados depressivos, o item “retardo psicomotor” foi o denominador comum, em nove sistemas classificatórios, como traço definidor da melancolia.

Tratamento da depressão

Antidepressivos

O tratamento do TDM compreende manejos de diferentes ordens, os quais têm por objetivos: melhorar a qualidade de vida, diminuir a necessidade de hospitalização, minimizar o risco de suicídio e reduzir as reincidências das crises depressivas, ou seja, eliminar sintomas, recuperar a capacidade funcional e social e impedir a recorrência da doença. Se for usada farmacoterapia, os medicamentos devem ter o mínimo de efeitos adversos, para que ocorra boa adesão ao tratamento, fatores intrinsecamente relacionados aos distintos fármacos.

O tratamento da depressão não deve ser orientado apenas pela utilização de antidepressivos. O tratamento tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuir a necessidade de internação hospitalar, evitar o suicídio, reduzir as reincidências dos quadros depressivos e garantir boa adesão, com o mínimo de efeitos adversos. Considerando todo o suporte terapêutico disponível, outras alternativas, como a psicoterapia e eletroconvulsoterapia, devem ser ponderadas por uma equipe multiprofissional.

Psicoterapia

A psicoterapia é um tratamento interpessoal baseado em princípios psicológicos. É uma terapia individualizada, que busca ajudar o paciente com um transtorno psiquiátrico, problema ou circunstância adversa. É utilizada tanto como um tratamento primário como adjuvante à farmacoterapia no tratamento da depressão.

Eletroconvulsoterapia

A eletroconvulsoterapia (ECT) é uma técnica psicoterápica que induz convulsões eletricamente (sob anestesia geral). ECT é usada principalmente para tratar a depressão grave, mas também é indicada para pacientes com outros transtornos psiquiátricos e médicos. O mecanismo de ação é desconhecido, mas a técnica promove mudanças no SNC bem documentadas: aumenta a recaptação de neurotransmissores de monoaminas, principalmente DA e 5-HT, e também melhora a transmissão de monoaminas por dessensibilizar os autorreceptores adrenérgicos pré-sinápticos.

Exercícios Físicos (Pilates)

Diferentes protocolos são aplicados para se comprovar a eficácia dos exercícios na ajuda ao tratamento da depressão.

Observa-se variação entre os estudos sobre frequência e duração dos exercícios. 16 semanas foi o que mais apareceu. Houve intervenções que duraram mais tempo, com 24 semanas (ATLANTIS et al., 2004). Por volta de 4 meses foi possível aos estudos identificar adaptações orgânicas e principalmente diminuição no nível de depressão.  A grande maioria dos estudos seguiu a recomendação do American College of Sports Medicine (ACSM), quanto à freqüência mínima de 3 vezes por semana para os exercícios físicos, e duração de no mínimo 30 minutos.

Pilates é um método de atividade física que pode suprir todos os públicos, vamos considerar que temos idosos, grávidas, pessoas com problemas articulares (ortopédicos), dentre outras. O Pilates é uma forma segura de realizar atividades com máximo de segurança e obtém os mesmos efeitos positivos de outros exercícios, tais como: liberação de serotonina, endorfina, diminui cortisol, melhora da baixa auto-estima,  além disso trás reequilibrio muscular, melhora da postura, dentre muitos outros benefícios.

Para saber sobre o Pilates acesse aqui

Bibliografia

Organização Mundial de Saúde. Relatório sobre a saúde no mundo 2001: saúde mental: nova concepção, nova esperança: Geneva (CH): MS. 2001;

Solomon A. O demônio do meio-dia. Rio de Janeiro: Objetiva. 2002;

Porto. J. A. D. Conceito e diagnóstico. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.21  s.1 São Paulo May 1999;

Lebow J. Overview of psychotherapy. In: UpToDate, Basow, DS (Ed), UpToDate, Waltham, MA, 2012;

Payne NA, Prudic J. Electroconvulsive therapy: part II: a biopsychosocial perspective. J Psychiatr Pract 2009; 15: 369-390;

ATLANTIS, E. et al. An effective exercise-based intervention for improving mental health and quality of life measures: a randomized controlled Trial. Preventive Medicine 39 (2004) 424– 434.

 

Escrito por:

Camilo Barbosa Junior Crefito3 150302-F
Professor de Cursos de Pilates e Ortopedia – The Pilates Fisio Fitness, Fisioterapeuta Esportivo da HWT Sports, Especialista em Fisiologia do Exercício, Especialista em Reabilitação Aplicada ao Esporte (Unifesp), Especialista em Pilates, Pós-graduando em Formação Docente no Ensino Superior.

Contatos: Tel:11.96781-1979 (whats), contato@thepilatesfisiofitness.com.br/ blogpilates@thepilatesfisiofitness.com.br https://www.facebook.com/junior.fisio.39

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